13 September 2006

La indignísima actividad de beber en una fuente

He aquí un desafío: intenta beber en la fuente de cualquier parque sin perder la dignidad.
Está más que claro que ni lo vas a intentar, porque sabes bien que es imposible.

Para empezar, solo por acercarte, la gente de tu alrededor ya empieza a perderte un poco el respeto porque saben que el último cliente de ese expendedor de agua caliente con cierto regusto metálico ha sido el perro de tu vecino.

Elijas la postura que elijas para acercar el morro al grifo, vas a quedar retratado. Las fuentes han sido diseñadas con un tamaño apto para que puedan ser utilizadas tanto por niños como por el perro de tu vecino, así que no suele quedarte más remedio que acercar tu boca al grifo agachando la parte superior del tronco, dejando el culo, como se suele decir, en pompa (expresión que odio con toda mi alma). Es de vital importancia decidir hacia donde orientamos nuestro trasero, ya que esta indigna postura puede resultar todavía más violenta si alguien se encuentra detrás de nosotros esperando su turno.

Si a toda esta serie de inconvenientes, le añadimos que un altísimo porcentaje de los grifos de las fuentes funcionan de pena, provocándote que metas más líquido en los agujeros de la nariz que en la boca, y que termines con media cara y parte de tu camiseta llenas de agua, no me extraña que en la mitad la las grandes ciudades europeas hayan empezado a quitar todas las fuentes. No es cuestión de enriquecerse vendiéndote a precio de oro botellines de Evian. ¡Es cuestión de glamour!

7 comments:

Ramón said...

Grande David!!
Ya echaba de menos yo algo con que reirme! Me meo contigo!
Cuánta razón tienes!
Lo del perro nunca lo había pensado y nunca me ha pasado (o eso creo), pero lo del culo y sobre todo lo de mojarme...
Si yo me lavo los dientes y parece que me he duchado, imagínate en una fuente pública. Por eso intento beber sólo cuando voy con alguien, así la vergënza que paso y lo mal que quedo lo comparto con la otra persona.

zoanita said...

Sabem o que é pior? É que é muito difícil, fisicamente falando, beber água que luta contra a força da gravidade. É empurrada para cima, e nós tentamos apanhá-la com a boca (tal como vocês disseram, acabamos por apanhar com ela no corpo todo, sobretudo no nariz, e não só na boca). Mas depois fechamos a boca, para engolir um bocadinho de água, e entra ainda mais água para o nariz. Acho que se devia aprender a beber em fontes públicas nas aulas. É praticamente tão essencial como saber ler ou escrever.

silvita said...

e sabem o que é AINDA pior? morrer pela sed, ver essa fonte como uma oasi no deserto, chegar perto dela devagarinho, fazer todos essos esforços para parecer dignitoso na complicada actividade de beber...nao molharse o corpo todo...nao por o cu em posiçoes "perigosas", etc. e ao fim, reparar nessa pequenissima escrita aos pes da fonte que diz
"AGUA NAO POTAVEL"

Joana R. said...

Bem...
"(tal como vocês disseram, acabamos por apanhar com ela no corpo todo, sobretudo no nariz, e não só na boca)"
...Eu nem vou tentar perceber como é que vocês dão uso aos bebedouros... O único problema que eu tinha era quando o jacto não estava controlado e a água elevava-se a uma altura estúpida... Fora isso, amiguinhos, fazem biquinho com os lábios e é como se estivessem a beber por uma palhinha (com a excepção de que não tocam com a boca na parte metálica...).
Quanto ao glamour tens aquele filme com a Gwineth Paltrow em que o "what's his name" aproveita enquanto ela está a beber de uma fonte dessas para lhe dar um inocente e belo e romântico (suspiro) beijinho!
E depois tens sempre os clássicos - sais um domingo de manhã para correr pela cidade, chegas ao parque todo suado, tiras a t-shirt e fazes todas as mulheres que estão na esplanada suspirar e desejar tocar aquelas costas suadas, morenas e musculadas. Aproveitas para beber água de um bebedouro, aquela aguinha fresca, e assim que terminas, as tais mulheres da esplanada ficam a pensar (porque na realidade nunca o iriam fazer) que querem ser as próximas a utilizar aquele abençoado bebedouro.

Há que analisar todos os lados da questão! E os bebedouros não têm que ser propriamente uma coisa má e embaraçosa :)

silvia said...

menchu! primero quiero decirte que este post es magnìfico (cuantas discusiones...), y segundo gracias, me has dado una idea...voy hacer también un restyling de mi blog! ;)

cuthbert_gunslinger said...

Creo que se hace necesario el tema... "Porque por mucho que te espolses que churra siempre te caen unas gotillas en el pantalon".
Tambien es necesario hablar de la frase... No no tranquila, que es agua... Ja!

Joana R. said...

"Tambien es necesario hablar de la frase... No no tranquila, que es agua... Ja!" Concordo! Curiosamente vejo esta situação acontecer mais vezes com rapazes que acabam de sair da casa de banho e "ao lavar as mãos" ficaram todos molhados, que com rapazes que tentaram beber água de um bebedouro público.